Qualidade Olímpica Australiana
Os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Sydney 2000 foram considerados ambos “os melhores de todos os tempos” pelos respectivos Comitês.Internacionais. Recordes foram quebrados em muitas áreas fora das arenas esportivas.
Um novo record olímpico para a venda de ingressos foi estabelecido, com mais de 87% da oferta comercializada, sendo que para os eventos na cidade de Sydney mais de 91% dos ingressos foram vendidos, contra 82% em Atlanta. Para os Jogos Paraolímpicos, as vendas totalizaram 1 108 914 ingressos, excedendo a meta de 750 000 do Comitê Organizador.
199 países (200 se incluídos os atletas independentes de Timor Leste) tomaram parte nos Jogos
num total de 11 000 atletas. 122 países (123 incluindo os atletas independentes do Timor Leste) competiram nos Jogos Paraolímpicos, com 3 824 atletas, 2 315 dirigentes e 804 técnicos. Não somente foram esses as maiores Paraolimpíadas de todos os tempos, eles foram maiores do que as Olimpíadas de 1956 em Melbourne, e duas vezes maiores do que os Jogos Olímpicos de Inverno de Nagano em 1998 em termos de número de atletas.
Ambos os Jogos contaram com a participação de uma equipe excepcional de voluntários, com 46 000 e 15 000 membros. Os Jogos foram transmitidos para 220 países, comparado com
214 em Atlanta e 193 em Barcelona. O website oficial, www.olympics.com , teve mais de nove
bilhões de hits durante os Jogos, e o website do Governo sobre serviços de apoio atingiu
mais de um milhão de hits por dia.
Sydney também conquistou um novo recorde mundial ao completar a construção de suas instalações esportivas permanentes meses antes do que qualquer outra cidade, todos exceto uma
terminadas em 1999.
O show de excelência em Sydney foi sem dúvida australiano. Pelo que se viu e ouviu: planejamento estratégico e operacional; gestão ambiental, da tecnologia, da informação, de processos e da segurança; sistemas de trabalho voltados para o alto desempenho, liderança, motivação e reconhecimento, educação e treinamento; seleção, qualificação e monitoramento de fornecedores de produtos e serviços; e principalmente foco nos clientes e nas partes interessadas (o fato de que esses atributos são aqueles encontrados nos modelos de gestão empresarial voltados para a excelência não é, evidentemente, mera coincidência, antes pelo contrário) . Os resultados, o mundo inteiro assistiu e reconheceu: um espetáculo classe mundial, capaz de projetar o país internacionalmente.
E como negócio? Bem, aí também a Austrália saiu-se e pretende continuar a se sair muito bem. A Australia Sport International, criada para promover comercialmente o know-how esportivo nacional mundialmente, tem como visão de futuro “ser percebida como a escolha preferencial para o fornecimento de produtos e serviços esportivos”. A experiência em infra-estrutura olímpica será uma prioridade das missões comerciais que foram e estão sendo organizadas. A primeira delas foi realizada em janeiro em Atenas, sede dos Jogos de 2004.
O Business Club Australia, do qual o Autor faz parte desde que esteve naquele país em 1997, teve seu centro de negócios montado em Sydney visitado por mais de 23 000 pessoas, dos quais mais de 4 100 estrangeiros, que participaram dos mais de cem eventos de promoção de vendas programados durante os Jogos. Nesse período, foram identificadas oportunidades de negócios em termos de comércio e investimento da ordem de 600 milhões de dólares australianos. Isso deixa o Club otimista, uma vez que sua meta original era gerar cerca de um bilhão de dólares australianos de novos investimentos e exportações. Na área ambiental, a experiência adquirida em Sydney será promovida internacionalmente.
Que tal o Brasil usar esse case como benchmark, criando o Business Club Brazil e comercializando nosso esporte em escala mundial?
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Diretor Técnico da Qualifactory Consultoria e Fellow da ASQ e do IQA






